quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Bolo de Reis


Amo o Natal, as luzes, o clima, até o cheiro é diferente, quando se trata de Natal, muitas pessoas não gostam, porque as remetem a momentos tristes, porém, parto do princípio que independente do que as memórias do Natal me tragam, penso que sempre é momento de renascer.
E o que tem de bom no Natal? Família, comidas típicas, confraternização, como sou Cristã, o bom do Natal é poder trazer Cristo mais uma vez para minha casa.
Então, aproveitando esse clima diferente no ar, vou trazer algumas novidades sobre o Natal. Como por exemplo, o Bolo de Reis, conhecem a história? Vamos lá...
A tradição surgiu na França na Corte do Rei Luís XIV, porém com a Revolução Francesa, a iguaria foi proibida. Existe uma tradição na Corte dos Reis da França que os cristãos deveriam comer 12 bolos-reis, entre o Natal e o dia de Reis.
A popularização do Bolo de Reis se deu em Portugal e com o tempo se espalhou pela Europa. Em Portugal a receita foi adaptada, deu a forma de uma coroa, e se colocava uma fava (família da leguminosas) e quem recebesse a fava pagaria o próximo bolo e teria direito ao brinde. E dentro do período histórico foi chamado de Bolo de Natal, Bolo do Ano Novo.
A fava vem da época dos Romanos, pratica inserida nos banquetes para eleger o Rei da Festa, tiravam a sorte com as favas, e designavam o Rei da Fava, ou seja, o grande nome da festa.
O nome Bolo de Reis, veio pela riqueza dos ingredientes. Porém, pelo nome, não se impediu a associação com os Três Reis Magos. 
Dentro da simbologia do Cristianismo, o Bolo dos Reis, representa quando os Reis Magos avistaram a estrela, disputaram entre si quem teria a honra de entregar o primeiro presente ao Menino Jesus. E um padeiro/artesão por ali passava, pediu a sua mulher que confeccionasse um bolo escondendo a fava para que aquele que tirasse fosse o primeiro a entregar o presente. E fez um bolo grandioso, a cor dourada, simbolizava o ouro, simbolizava as frutas cristalizadas a mirra, o aroma e o açúcar de polvilhar o incenso.
Podemos trazer essa tradição para nosso Natal, podemos fazer um bolo e colocar algo de diferente, um amendoim, uma nozes, e no momento da partilha do Natal quem for o sorteado com o brinde diferente poder ser ofertado um presente, uma oração, e assim vamos transformando nosso Natal, vamos renascendo e vamos recuperando a esperança com simples gestos. 
Ahhh, muita gente não gosta das famosas frutas cristalizadas que a receita original pede, mas nada nos impede de algumas adaptações, que tal gotas de chocolate? Hummmm....
Bom Natal!!!....








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